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Samantha Buglione

Samantha Buglione é escritora, pesquisadora cultural, psicanalista e roteirista brasileira, com Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. É também graduada em Direito e Filosofia e mestre em Direito pela PUCRS, com ênfase em Teoria da Justiça. 

Sua produção artística transita entre literatura, curadorias e o audiovisual, explorando temas como memória, identidade, corpo e as narrativas que atravessam experiências individuais e coletivas. É autora do romance Diário da Menina Vestida de Blue (2024), que aborda questões como abuso, medo e silêncio; da novela surrealista A Mãe Inventada (2022), sobre diferenças e vínculos familiares; dos livros de contos Carimbos (2020) — cujo título remete à palavra “ka’rimbu”, do quimbundo, língua falada no nordeste de Angola — e As Filhas de Caim (2025); além do infantil O Caracol sem Teto (2021) e da série infantil Afronautas (2025). Publicou ainda livros de poesia, como O Amor e Suas Vontades (2018) e Somos Instantes (2019), e atua como colunista em veículos como a Matinal Jornalismo (Porto Alegre) e o Jornal Diário de Notícias (Lisboa), além do Jornal Angolano de Artes e Letras.

Com uma formação interdisciplinar, iniciou seus estudos e trabalhos nas ciências jurídicas e sociais (direito, criminologia e estudos de gênero) até chegar à literatura e à psicanálise — hoje membro do Fórum do Campo Lacaniano Brasil. No percurso, dedicou atenção a temas como autodeterminação, violência, discriminação, liberdade, autonomia, fenomenologia e hermenêutica. Acumulou também experiência como professora universitária — lecionou no Mestrado em Gestão de Políticas Públicas da Univali/SC, nos cursos de Direito da PUCRS, UniRitter/RS, Univali/SC e Cesusc, e nas disciplinas de Ética e Filosofia da Administração Pública e Empresarial da UDESC/ESAG — e como pesquisadora, tendo sido bolsista do CNPq, da Fundação MacArthur e da CAPES. Estudou ainda arte contemporânea, o método científico de Goethe e terapia artística.

Seu trabalho mais recente investiga memória, tradição oral e patrimônio cultural, com projetos desenvolvidos entre Brasil e Angola. É uma das coordenadoras do projeto Trilhas de Memória e foi ainda curadora, ao lado do professor e fotógrafo Raul Krebs, da exposição “50 Angolas”, realizada na Famecos/PUCRS.

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